O blog está de volta! Meu nome é Fernando Fidelix Nunes, além de idealizador do movimento A pena Capital (www.apenacapital.blogspot.com.br), sou doutorando em Linguística pela Universidade de Brasília e professor de Língua Portuguesa com grande experiência profissional em instituições públicas e privadas de ensino. Por meio desse blog, criei um amplo repositório de propostas de redação destinado a estudantes que vão prestar exames de seleção, principalmente o Enem.
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terça-feira, 2 de setembro de 2014
Parceria com o Jornal EXTRA
Olá a todos!
Acabei de fechar uma parceria com a página "Vida de Calouro", do jornal EXTRA. Farei algumas propostas para o jornal e, consequentemente, corrigirei duas redações de cada proposta publicada na página "Vida de Calouro". Assim, vocês terão mais chances de terem os seus textos corrigidos e de treinarem a prática da escrita.
Para conferir o primeiro fruto dessa parceria, acesse: http://extra.globo.com/noticias/educacao/vida-de-calouro/correcao-de-provas-de-redacao-do-enem-parte-1-13793468.html
Um abraço!
domingo, 31 de agosto de 2014
Proposta de redação sobre a mobilidade urbana
(fonte da imagem: http://fernandojornalismo.blogspot.com.br/2012/06/ha-muito-e-muito-tempo-atras-havia-um.html)
Olá a todos!
Infelizmente, a imagem acima faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Nesta postagem proponho que vocês abordem um tema crucial
para toda a nossa população: mobilidade urbana. É um tema tão importante
que uma das principais reinvindicações que fizemos no ano passado estava ligada
à melhoria na qualidade do transporte público. Que tal praticar esse tema?
Com
base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo
em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema A importância de políticas que melhorem a mobilidade urbana para o
desenvolvimento do Brasil no século XXI, apresentando proposta de
intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de
vista.
As cinco
primeiras redações postadas nos comentários serão corrigidas GRATUITAMENTE.
Governo
vai criar órgão para promover a integração de políticas urbanas.
RIO - Na próxima década
há uma previsão de se dobrar o número de indústrias e de empresas de logística
(que cuidam do transporte e armazenamento das mercadorias) no Grande Rio. A
grande dúvida dos urbanistas é definir quais as áreas mais adequadas para
receber estes novos empreendimentos numa região densamente urbanizada. Os
caminhos serão indicados pela Câmara Metropolitana de Integração Governamental
(CIG), que será criada no dia 11 de agosto através de decreto a ser editado
pelo governador Luiz Fernando Pezão.
O governador e os
prefeitos da Região Metropolitana vão formar a CIG, que terá um Grupo Executivo
formado por técnicos da Subsecretaria Estadual de Urbanismo. Além de já iniciar
os trabalhos de integração, serão feitos estudos que vão resultar na criação de
um organismo que pode se assemelhar à antiga Fundação para o Desenvolvimento da
Região Metropolitana (Fundrem), extinta em 1989. O projeto do novo órgão será
levado à Alerj pelo futuro governador do estado em janeiro do ano que vem.
O novo órgão
metropolitano vai ter como foco principal a mobilidade urbana, segurança,
saneamento básico, uso do solo, saúde e educação. O objetivo, sobretudo em
áreas como mobilidade e segurança, é promover políticas integradas e não mais
setoriais e desarticuladas como acontece atualmente. O Grupo Executivo de
Gestão Metropolitana será dirigido pelo atual Subsecretário Estadual de
Urbanismo, Vicente Loureiro, e funcionará inicialmente apenas com técnicos do
Estado. Ele defende a necessidade de se discutir um novo modelo de metrópole
para o Rio de Janeiro, em virtude das transformações sofridas pela região ao
longo das últimas décadas, além das que estão em curso, como aquelas provocadas
pelo Arco Metropolitano:
— A Região
Metropolitana do Rio precisa de um modelo definido por um plano estratégico que
expresse o futuro que ela deseja . Não dá mais para adiar a criação de um órgão
que planeje o Grande Rio como um todo. Existem assuntos de interesse comum,
como é o caso da segurança e mobilidade, temas tipicamente de dimensão
metropolitana. A CIG será um organismo de transição para que o próximo
governador, com a aprovação da Alerj, tenha um instrumento para desenhar um
novo modelo de metrópole – explicou Loureiro.
O governador Luiz
Fernando Pezão disse que o novo órgão representa também uma tentativa de
equilíbrio de recursos e políticas públicas:
— O desafio atual das
metrópoles é saber partilhar poder. Pretendo que esse órgão seja um ambiente de
encontro dos mandatários dos governos estadual e municipais com a finalidade de
sairmos da visão setorial e discutirmos os temas de interesse comum, que exigem
decisão conjunta, principalmente no que se refere à mobilidade e saneamento, e
também à saúde e segurança.
Economista
especializado em planejamento de transportes, Marcos Poggi é favorável à
criação da CIG, mas alertou que a maior dificuldade para se conseguir sucesso é
conseguir a disposição dos prefeitos para trabalharem em sintonia com o governo
do estado. Por isso, segundo ele, não foi brilhante o resultado da Agência
Metropolitana de Transportes, criada no governo Marcelo Alencar:
— A dificuldade decorre
do fato de que, em geral, os prefeitos colaboram enquanto e se as medidas forem
de seu interesse político. Caso contrário, no mínimo, deixam de colaborar. A
criação da CIG, contudo, é louvável. O atual estágio do processo de urbanização
do país está a impor a instituição de um modelo eficaz de governança
metropolitana. Entre outras razões, porque as regiões metropolitanas englobam
áreas municipais conurbadas. Quem vai à Pavuna pode, ao atravessar uma rua, sem
saber, estar com um pé no município do Rio de Janeiro e o outro em São João de
Meriti – comentou o economista.
No decreto que cria a
CIG, o governador destaca que é imprescindível construir um modelo de
governança metropolitana participativa, eficiente e moderna, com a participação
das forças políticas, do empresariado e da sociedade. Também será estruturada a
captação de recursos externos, de fontes nacionais e internacionais e, com
financiamento do Banco Mundial, será contratada consultoria especializada para
elaborar o Plano Estratégico da Região Metropolitana.
— É preciso desenhar
qual tipo de metrópole queremos. Há 40 anos, Madureira era um dos mais
importantes centros de comércio e serviços da região, um grande arrecadador de
ICMS. Hoje, a Barra da Tijuca, que nem existia naquela época, contribui mais
que ela na arrecadação de ICMS do Rio. São Gonçalo tinha tantas indústrias que
era conhecida como a Manchester Fluminense, há tempos deixou de ser. Estas
mudanças aconteceram sem qualquer planejamento prévio, o que é desaconselhável
– observa Loureiro.
(Fonte:
http://extra.globo.com/noticias/rio/governo-vai-criar-orgao-para-promover-integracao-de-politicas-urbanas-13460968.html#ixzz3C2IHVkXg)
Link para a minha dissertação de mestrado
Olá a todos!
Afirmo na descrição do blog que sou mestre em Linguística. Terminei o mestrado no ano final do ano passado na Universidade de Brasília. Caso tenham curiosidade em conhecer a minha dissertação de mestrado e a minha área de pesquisa, acessem: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/15220/1/2013_FernandoFidelixNunes.pdf
Um abraço,
Fernando
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Técnicas argumentativas
Nesta postagem vou discutir um tópico essencial para quem quer expressar melhor seu pensamento por meio da escrita em textos: técnicas argumentativas.
Argumentos são enunciados que
usamos para, nos termos de Parelman & Obrechts-Tyteca (autores da prestigiada
obra O Tratado da Argumentação), “provocar
ou ampliar a adesão dos espíritos às teses que se apresentam ao seu
assentimento”, isto é, são ideias expressas geralmente pela linguagem humana
que empregamos para fazer que os nossos interlocutores concordem com o nosso
ponto de vista sobre um determinado assunto. As técnicas argumentativas são,
portanto, estratégias que usamos para apresentar nossos argumentos, geralmente
com o objetivo de levar os interlocutores a aderirem ao nosso ponto de vista.
Esse tema é tão prestigiado que, embora
tenha sofrido diversas críticas por parte de alguns teóricos, foi estudado e
apresentado em tratados por grandes pensadores, como
Aristóteles e, posteriormente, Arthur Schopenhauer. Sua importância para a sociedade moderna não
tende a diminuir, o que pode ser comprovado facilmente ao vermos os debates entre os candidatos a um cargo político nas eleições de uma sociedade democrática.
Como a capacidade de criar
argumentos convincentes é, sem dúvida, uma competência muito exigida em
diversas práticas sociais do nosso cotidiano e pelos exames do tipo vestibular,
trata-se de uma habilidade que deve ser desenvolvida pelos estudantes que estão
na educação básica e que precisamos aprimorar no decorrer de nossas vidas.
Existem inúmeras técnicas
argumentativas capazes de convencer e persuadir as pessoas. A seguir,
apresentarei algumas das principais técnicas argumentativas.
Argumentação
pelo Exemplo
A argumentação por meio de
exemplos é feita quando sugerimos a imitação das ações de outras pessoas ou
utilizamos ora acontecimentos da nossa vida cotidiana ora conhecimentos
compartilhados por nossos interlocutores para expor a realidade e demonstrar
que o ponto de vista defendido em nosso enunciado é o mais coerente com a
realidade e, consequentemente, o mais plausível.
Essa técnica é muito empregada
por políticos durante debates eleitorais. Eles se referem constantemente aos
problemas enfrentados pelos eleitores em diversas situações da vida cotidiana,
como filas intermináveis em hospitais e a falta de transporte público nas
grandes cidades, para comprovar que o atual governo é incompetente e que não se
preocupa com a população.
Argumentação
por gradação, comparação e perguntas retóricas
A gradação diz respeito ao
aumento/decréscimo progressivo de acontecimentos ou a uma sequência lógica de
fatos interligados entre si. A comparação é feita quando, por exemplo,
confrontamos ou contrastamos duas ideias, situações ou sujeitos sociais. As
perguntas retóricas são perguntas cujas respostas podem ser subentendidas pelos
interlocutores e, quando bem usadas, costumam levar os interlocutores a um
diálogo consigo mesmos sobre a questão elaborada por seu interlocutor. Para que
você perceba como essas as técnicas argumentativas podem ser usadas de forma
conjunta, observe os argumentos utilizados pelo príncipe Míchkin, protagonista
do romance O Idiota, de Fiodor
Dostoiévski, para defender o seu ponto de vista sobre a pena de morte.
“...
a dor principal, a mais forte, pode não estar nos ferimentos e sim, veja, em
você saber, com certeza, que dentro de 1 hora, depois dentro de 10 minutos,
depois dentro de meio minuto, depois agora, neste instante – a alma irá voar do
corpo… Esse quarto de segundo é o mais terrível de tudo… Matar por matar é um
castigo desproporcionalmente maior que o próprio crime. A morte por sentença é
desproporcionalmente mais terrível que a morte cometida por bandidos. Aquele
que os bandidos matam, que é esfaqueado à noite, em um bosque, ou de um jeito
qualquer, ainda espera sem falta que se salvará, até o último instante… Mas, no
caso de que estou falando, essa última esperança, com a qual é 10 vezes mais
fácil morrer, é abolida com certeza; aqui existe a sentença, e no fato de que,
com certeza, não se vai fugir a ela, reside todo o terrível suplício, e mais
forte do que esse suplício não existe nada no mundo. (…) Quem disse que a
natureza humana é capaz de suportar isso sem enlouquecer? Para que esse ultraje
hediondo, desnecessário e inútil?”
O
argumento de autoridade
Consiste em utilizar dados,
informações e argumentos de instituições ou especialistas em um determinado
assunto. Portanto, podemos usar as palavras vindas de uma voz mais prestigiada
que a nossa para fortalecer a defesa de nosso ponto de vista.
“De
acordo com o IBGE, existem milhões de brasileiros que não possuem acesso ao
saneamento básico. Portanto, os governos devem investir em projetos que facilitem
a chegada de saneamento básico para a nossa população”.
“Segundo
Jussara Hoffman, os professores precisam propor situações interativas e
assegurar o máximo envolvimento possível do aprendiz. Portanto, a prática
docente pode ser mais efetiva quando orientada para diversas atividades que estejam vinculadas ao cotidiano
dos estudantes”.
“Antônio
Candido, diferentemente de outros críticos literários, defende que a obra Noite na Taverna, de Álvares de Azevedo,
é um romance composto pela justaposição de cinco episódios independentes".
Argumento
de causa-consequência
Consiste em expor ao menos uma
causa de um problema e ao menos uma consequência decorrente desse fato. Essa
técnica é primordial para comprovar a validade de uma medida, ou para mostrar
os danos causados por um evento social. Uma forma muito comum de iniciar essa
relação é por meio de orações subordinadas adverbiais causais.
“Devido
ao clima seco desta época do ano, a escola funcionou em horário reduzido na
semana passada. Infelizmente, o tempo perdido das aulas não poderá ser recuperado
futuramente”.
“A
criação de condições para a mobilidade urbana é essencial para que uma
sociedade produza mais, já que as pessoas ficarão menos tempo presas no
trânsito”.
Espero que tenham gostado desta
postagem e aprendido mais sobre a argumentação. Futuramente, posso ampliar esta
postagem com outras técnicas e exemplos.
Um abraço!
domingo, 24 de agosto de 2014
Proposta de redação sobre o ensino integral
(fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/ensino-integral-624070.shtml)
Olá a todos!
As
eleições são um momento democrático único. É um momento em que há um amplo
debate sobre o futuro do país e quais devem ser as diretrizes tomadas para que
o nosso país se desenvolva cada vez mais.
Nesse
contexto, são abordados temas atuais e complexos. Dessa forma, aqueles que
querem conhecer mais questões atuais precisam ficar de olho nos principais
temas debatidos pelos candidatos, pois são temas que envolvem questões sociais
fundamentais para o Brasil, como a educação. Ademais, é uma grande oportunidade
para ver como cada ponto de vista é defendido pelos candidatos.
Assim,
redija um artigo de opinião sobre o seguinte tema:
A AMPLIAÇÃO DO ENSINO INTEGRAL É
FUNDAMENTAL PARA O DESENVOLVIMENTO DOS ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO BÁSICA?
As três
primeiras redações deixadas no espaço destinado aos comentários serão
corrigidas gratuitamente!
42% das propostas
dos candidatos a governador incluem ensino integral
O ensino em
tempo integral nas escolas estaduais é a promessa que mais se repete entre as
propostas dos candidatos a governador nestas eleições, segundo levantamento
feito pelo G1 em todo o país. Ao todo, 42% das propostas mencionam essa
alternativa como uma das soluções para a educação em seus estados.
O G1 coletou
as propostas dos candidatos aos governos dos 26 estados e do Distrito Federal
em diversas áreas. Os temas variam de estado para estado e incluem educação,
saúde, segurança, habitação, entre outros.
No assunto
educação, as promessas mais mencionadas pelos candidatos foram o ensino
integral (41,9%); valorização de professores, com redução de jornada de
trabalho e aumento de salários (24,6%); e melhorias nas escolas, como reformas
e construção de novas unidades (9%).
Segundo o
Observatório do Plano Nacional de Educação (PNE), 4,9 milhões de estudantes em
escolas públicas no país (de um total de quase 40 milhões) se matricularam em
tempo integral no ensino fundamental – jornada escolar com sete ou mais horas
de duração diária –, um aumento de 45% em 2013 em relação ao ano anterior.
A meta do PNE
é de 25% dos alunos da rede pública no ensino integral em um prazo de 12 anos.
Atualmente, são 13,2%.
DESAFIOS E
POSSIBILIDADES DA EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL
Segundo a Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBN/1996, a Educação Integral é o
aumento progressivo da jornada escolar na direção do regime de tempo integral,
valorizando as iniciativas educacionais extraescolares e a vinculação entre o trabalho
escolar e a vida em sociedade.
A proposta de
se implantar uma política de Educação Integral partiu da análise dos baixos índices
da educação básica. Surgiu, pois, da necessidade de melhorar a qualidade da educação,
reduzindo o fracasso escolar e proporcionando às crianças e jovens novas possibilidades
de se desenvolverem. É um novo desafio para a educação pública brasileira, levando
em consideração que vivenciam-se tempos de mudanças. Além disso, há que se considerar
a complexidade da vida social contemporânea e as muitas e diferentes crises – de
diferentes características – que perpassam a educação em nível nacional. Sendo
assim, a possibilidade de se desenvolver este projeto nas escolas públicas
encontra algumas limitações que dificultam o processo.
Mas aos poucos
a realidade da educação pública no Brasil começa a mudar. Muitas escolas brasileiras
já oferecem a opção do período integral, um alívio para os pais, que cada vez mais
precisam trabalhar o dia todo e não conseguem dar o suporte que os filhos
precisam
para serem bem sucedidos nos
estudos. Acredita-se que os alunos, passando mais tempo na escola, têm a
possibilidade de receber um apoio pedagógico, orientação educacional e usufruir
de toda a estrutura da escola. (...)
Uma
proposta de educação em tempo integral precisa ser bem estruturada e
organizada, caso contrário, corre o risco de representar mais uma sobrecarga de
trabalho para os profissionais docentes. Trabalhar com a educação integral
exige dos professores envolvimento, organização, preparação para enfrentar os desafios
e disposição de toda a equipe escolar.
Os professores
têm o dever de orientar os alunos, mas nem sempre conseguem dar uma explicação
individual para cada um, pois as salas de aula geralmente estão cheias e fica difícil
atender separadamente a todos. O período integral pode contribuir no sentido de
ajudar o professor nesse atendimento, no horário fora da aula regular, uma
pessoa devidamente preparada pode ajudar aqueles alunos que possuem mais
dificuldades na aprendizagem e os alunos poderiam assim, sanar suas dúvidas e
obter melhores resultados.
(fonte:http://www.funedi.edu.br/revista/files/numero3/n3%201semestre2012/7educacaoemtempointegral.pdf)
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Por que ler é tão importante para argumentarmos melhor?
(fonte da imagem: http://blog.silbachstation.com/2012_07_01_archive.html)
Olá a todos!
Nesta postagem, discutirei um pouco a importância da leitura
para que vocês desenvolvam melhor a capacidade de expressão por meio da
escrita.
Infelizmente, é bastante comum que as pessoas não tenham
ideia do que escrever sobre um determinado tema por não conhecê-lo bem, ou por
não saber como se expressar por meio da escrita. A solução para tal problema,
que pode ser alcançada em médio prazo, está na leitura e na reflexão constante
sobre os principais temas da modernidade.
Apesar de todo o desenvolvimento tecnológico alcançado nas
últimas décadas, a leitura ainda não deixou de ser o principal meio para
obtermos conhecimento e informações diversas. Dessa forma, a sua prática é
fundamental para que as pessoas conheçam diversos assuntos e diferentes pontos
de vista sobre um determinado tema.
Contudo, é necessário que as informações sejam filtradas por
nosso senso crítico. Ler fofocas a respeito de celebridades, por exemplo, pode
ser prazeroso, mas dificilmente acrescentará algo ao seu conhecimento sobre as
principais questões da nossa época, como o movimento imigratório ou os rumos da
nossa economia. Se você quer se informar e adquirir um conhecimento mais
profundo sobre o mundo, é fundamental a leitura de textos informativos
(notícias, entrevistas, reportagens especiais) e de textos argumentativos, como
artigos de opinião, editoriais e, para quem quer uma leitura mais apurada,
artigos acadêmicos. Para ter acesso a esse tipo de textos, os grandes portais
de notícias, como G1 e Folha de S. Paulo, precisam ser visualizados
constantemente pelos internautas. Ademais, a leitura de grandes clássicos da
literatura, como Machado de Assis e Graciliano Ramos, são capazes de estimular,
além do prazer da leitura, a discussão de temas complexos sobre a natureza
humana, como a traição e a assimetria de poder entre classes sociais.
Além
de adquirir informações e conhecer diferentes pontos de vista sobre vários
temas, a prática da leitura ajuda quem quer escrever melhor a conhecer diferentes
formas de expressão. Essa prática não é importante apenas para a consolidação
do domínio do registro formal da língua portuguesa. A leitura fornece exemplos
reais das várias estratégias discursivas utilizadas nos gêneros textuais, já
que propicia aos seus praticantes padrões e amostras reais de expressão por
meio da escrita. Dessa forma, é possível compreender como um autor organiza seu
texto de tipo dissertativo-argumentativo, como um artigo de opinião, a partir
de uma tese até chegar a uma conclusão para a discussão que propõe a seus
leitores.
A
leitura também nos move ao debate. Quanto mais lemos, mais preparados estamos
para apresentar uma visão crítica sobre um determinado tema. Diante de uma
representação ilegítima da realidade, como uma ofensa racista ou um ato de
corrupção, aquele que está acostumado a ler textos que tratem desses temas estará
apto a apresentar argumentos consistentes sobre o tema, pois já não lhe são
mais novidades as informações e os exemplos que comprovam o ponto de vista que
irá defender.
Portanto, caso vocês queiram estar mais
preparados para argumentar em contextos formais sobre temas complexos, é
primordial que pratiquem a leitura cotidianamente. Dessa forma, a escrita
tornar-se-á gradativamente mais natural e a qualidade do seu texto aumentará
significativamente.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Proposta de redação sobre a baixa produtividade intelectual em sala de aula
(fonte: http://pablo.deassis.net.br/2011/09/momento-de-crise-na-educacao-brasileira/)
Olá a todos!
Muitos estão voltando das férias
escolares nesta semana. Nada melhor que praticar um pouco a escrita com uma
proposta de redação atual.
Considerando que os textos a
seguir são de caráter unicamente motivador, redija um texto
dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema:
A baixa produtividade
intelectual em sala de aula: um entrave para o desenvolvimento do Brasil no
século XXI
Um estudo destaca a baixa
produtividade dos professores latino-americanos
“Não é fácil ficar diante de 25
pequenos de 8 anos ou de adolescentes, alguns com smartphones, e mantê-los
atentos durante uma hora. Às vezes a gente não pode nem com os próprios
filhos”, comentou o ministro da Educação do Peru, Jaime Saavedra, sobre a
complexidade de ensinar, na apresentação do relatório Professores Excelentes.
Como Melhorar a Aprendizagem na América Latina e Caribe. Depois da pesquisa em
15.000 salas de aula de sete países latino-americanos, o estudo destaca o
absenteísmo e a “escassa preparação” entre as principais limitações dos
docentes.
Durante o foro regional de
Soluções em Educação para a Excelência dos Professores, a diretora do estudo,
Barbara Bruns, explicou que, segundo os padrões de referência, os docentes têm
de dar aulas no mínimo em 85% do tempo na sala de aula, mas na amostra em
escolas primárias e secundárias as médias mais altas –65% na Colômbia e 64% no
Brasil e Honduras– estão 20% abaixo das boas práticas. Segundo o relatório,
isso “equivale a um dia a menos de instrução por semana”.
Os professores dedicam, em média,
de 25% a 39% do tempo na sala a atividades administrativas e 10% a nenhuma
atividade produtiva, como, por exemplo, chegar tarde, segundo Bruns. Saavedra
disse que no Peru há 50.000 escolas e 30.000 pessoas que cumprem funções
administrativas, incluindo os vigilantes; “Então, em alguns colégios é muito
difícil para um professor trabalhar nessas condições. É preciso lhe dar pessoal
administrativo, e alguma verba para gasto de manutenção da escola ou compra de
materiais”, declarou.
No painel realizado na Pontifícia
Universidade Católica do Peru para comentar o estudo, participaram também a
secretária de Educação Básica do Brasil, Maria Beatriz Luce, o pesquisador e
economista da Universidade Stanford, Eric Hanuschek; e o diretor do Instituto
de políticas Públicas da Universidade Diego Portales, do Chile, Gregory
Elacqua.
O Peru é um dos países da região
com menor porcentual de investimento em educação em relação ao PIB, uma média
de 2,7% nos últimos quatro anos. O ministro Saavedra pôs em contexto as
condições em que trabalham os docentes de seu país. “O déficit de
infraestrutura educativa é de 60 bilhões de soles (mais de 46,8 bilhões de
reais) e no melhor ano deste governo investimos 3 bilhões de soles. Se
continuamos nesse ritmo eliminaremos a brecha em 20 anos.”
Segundo o estudo Professores
Excelentes, cerca de 75% dos professores da América Latina são mulheres, de
posição socioeconômica relativamente baixa e que costumam ser a primeira pessoa
de sua família que obteve formação universitária.
No Peru, Panamá e Uruguai a média
dos professores tem mais de 40 anos. No Peru “20% dos professores tem menos de
35 anos”, observou Saavedra, apontando a necessidade de oferecer melhor
remuneração para poder atrair novos docentes.
Bruns destacou como outro achado
do estudo que no interior de cada escola há grande variação de qualidade e
desempenho dos professores, por isso, é importante a “prática compartilhada” de
boas práticas entre eles, como a que desenvolve o Ginásio Experimental Carioca,
no município do Rio de Janeiro, “com ensino em duplas e tempo para trabalho em
equipe”.
O estudo conclui que os docentes
“fazem uso limitado dos materiais didáticos disponíveis, especialmente a
tecnologia da informação e as comunicações, e em quase um terço do tempo
dedicado a atividades de ensino os professores só usam a lousa”.
Dos países incluídos na amostra,
Honduras e Peru são os que mais investiram na distribuição de um computador
portátil por criança, mas a pesquisa constatou que nesses dois países a
proporção do total do tempo destinado a essa ferramenta foi a mais baixa: 1% no
Peru e menos de 1% em Honduras. Contudo, o estudo não especifica se tais
escolas têm eletricidade e conexão com Internet, uma realidade comum, por
exemplo, em distritos pobres do Peru.
O Banco Mundial também revelou
que os alunos não participam da aula: os professores não conseguem fazer com
que “todos os alunos mantenham a atenção na aprendizagem por mais de 25% do
tempo de aula. Em todos os países, em mais da metade do tempo total da aula há
até cinco alunos que estão desligados”.
Saavedra e Luce concordaram com a
necessidade de os governos oferecerem melhor remuneração aos professores para
atrair profissionais mais competentes. O funcionário peruano lembrou que a
remuneração de hoje é um terço da dos anos 60. A secretária brasileira de
educação básica enfatizou que os professores “são trabalhadores do conhecimento
e buscam o reconhecimento de seus pares”, por isso no Brasil se estabeleceu que
as melhores universidades ofereçam aos docentes programas de educação
continuada.
Por outro lado, os especialistas
Elacqua e Hanuschek comentaram que os professores mais competentes são mal
pagos (sub-remunerados) e as políticas de bônus e aumentos deveriam estar
relacionadas com a avaliação, e não com a antiguidade.
Claudia Costin, diretora de
Educação no Banco Mundial e ex-ministra da Educação no Brasil, afirmou que as
soluções para os problemas nesse campo se resumem a três aspectos:
recrutamento, desenvolvimento e pesquisa, e que o BM pretende promover mais painéis
oferecendo soluções.
As três
primeiras redações postadas nos comentários serão corrigidas gratuitamente!
Boa escrita a todos.
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