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quarta-feira, 16 de julho de 2014

O papel dos BRICS para o desenvolvimento econômico e social no século XXI

(fonte da imagem: http://www.politicacomk.com.br/seminario-preparatorio-dos-brics-acontece-na-proxima-semana/)

Olá a todos!

Nesta postagem iremos discutir um tema bastante atual: o papel dos BRICS na conjuntura política global. Trata-se de um grupo de países composto por: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para que vocês saibam melhor o que é são os BRICS e tenham acesso a informações mais precisas sobre o grupo, sugiro que leiam atenciosamente os textos motivadores e busquem mais informações sobre esse tema, pois é um assunto discutido nas aulas de geografia e, consequentemente, um assunto que pode vir a ser tema do ENEM 2014.

Com base na leitura dos textos motivadores a seguir e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O papel dos BRICS para o desenvolvimento econômico e social no século XXI, apresentando proposta de intervenção social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

As três primeiras redações postadas no espaço destinado aos comentários serão corrigidas gratuitamente!



Com quase metade da população mundial, 20% da superfície terrestre, recursos naturais abundantes e economias diversificas com elevado ritmo de crescimento, esse grupo de países já tem uma participação no PIB mundial equivalente à dos Estados Unidos e superior à dos países da zona do euro. Segundo dados do FMI, em 2007, a participação dos Estados Unidos, dos países da zona do euro e do Japão no PIB mundial foram, respectivamente de 21,4%, 16,1% e 6,6%. China, Brasil e Índia, por seu turno, participaram com 10,8%, 2,8% e 4,6% respectivamente. Enquanto o conjunto das economias avançadas participou com 56,4% do PIB mundial, as economias emergentes, lideradas pelos Brics, participaram com 43,6%.
(fonte:http://www.marilia.unesp.br/Home/Extensao/BRICs/Os%20BRICs%20e%20o%20equilibrio%20de%20poder%20global.pdf)


Dessemelhanças e identidade


Na concepção original de Jim O’Neil, apenas dois componentes identificavam os BRICS: dimensão da economia e taxas de crescimento. Tratando-se de uma construção intelectual que se propunha a detectar uma mudança em curso no equilíbrio de poder econômico, em nível global, nada mais natural que O’Neil concentrasse seu foco nesses fatores, embora seja surpreendente que tenha descurado por completo os demais. Fatores políticos poderiam lançar por terra todas as previsões que fundamentaram sua tese, qual seja, a de que o G7, na sua composição original, deixara de ser representativo.
É sabido que O’Neil jamais entendeu os BRICS como grupo com identidade própria. As diferenças entre seus integrantes eram tão óbvias que não se justificava sequer especular sobre seu potencial de autoidentificação. Tratava-se tão somente de países que, com diferentes graus de prioridade, deveriam ser cooptados pelo G7.
Passados dez anos, a realidade parece tender a confirmar as previsões de reconfiguração do poder econômico, mas com um desdobramento político (a formação do grupo), ausente do conceito original. Essa própria decisão de unir-se, contudo, é precisamente a que gera maior interesse e especulação, nos níveis político e acadêmico, dada a aparente inexistência de afinidades.
Como tem sido insistentemente apontado, são profundamente distintas as histórias dos cinco países que compõem o grupo, são diferentes seus modelos de organização social, suas experiências de desenvolvimento têm trajetórias totalmente diversas e as assimetrias em população e território são consideráveis.

(fonte: http://www.funag.gov.br/biblioteca/dmdocuments/OBrasileosBrics.pdf)

Não deixe de conferir este vídeo, em que um especialista sobre o tema discute com profundidade alguns aspectos centrais sobre o grupo.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Sugira um tema para uma proposta de redação


(fonte da imagem: http://pt.dreamstime.com/imagem-de-stock-ponto-de-interroga%C3%A7%C3%A3o-image6906191)


Olá a todos!


Após uma... surpreendente Copa do Mundo, muitos estão voltando a estudar e nada melhor que praticar redação para isso, certo?
Já postei cerca de 20 propostas de redação desde o início do ano, isto é, disponibilizei muito material para todos aqueles que precisam de temas contextualizados para escrever redações nos formatos exigidos pelos exames de vestibular. Além disso, muitas redações foram corrigidas e comentadas por mim para que vocês possam praticar a escrita.
Como este blog tem o objetivo de interagir com os visitantes por meio de um diálogo permanente, deixarei o espaço desta postagem disponível para que vocês possam sugerir um tema para uma próxima proposta de redação. Para sugerir um tema, basta deixar a sua contribuição no espaço destinado aos comentários.
Dessa forma, você poderá contribuir para a sua aprendizagem e para a dos demais visitantes que tem interesse em aprimorar a capacidade de expressão por meio da escrita.
Aguardo o seu comentário!
Para ficar por dentro das novidades do blog, torne-se um seguidor!
um abraço,
Fernando

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Proposta de redação sobre a modernidade no século XXI

(fonte da imagem: http://viagemhoje.com/resquicios-de-uma-civilizacao-milenar-se-encontram-com-a-modernidade-do-seculo-xxi-em-pequim.html)

Olá a tod@s!
Mais uma proposta de redação que pode te ajudar a se preparar para os vestibulares deste ano e o ENEM 2014!
A modernidade é, sem dúvida, um processo que envolve boa parte da humanidade, ainda que indiretamente, nos últimos séculos. A inovação tecnológica constante e as mudanças abruptas de paradigmas na vida social são exemplos de como a modernidade nos influencia.
O conceito de que praticamente todas as inovações tecnológicas de hoje estarão bastante ultrapassadas em pouco tempo é uma verdade que está internalizada em nós. Não criamos quaisquer expectativas, por exemplo, que nossos celulares não estarão obsoletos em alguns anos ou de que não trocaremos de computador.
No âmbito da vida social, antigos paradigmas e opiniões são questionados e alterados a todo instante. O hábito de fumar, que durante boa parte do século XX foi prestigiado, hoje é visto como a causa de diversos problemas de saúde, como o câncer de pulmão. Mesmo com esse recente desprestígio, ambos os valores convivem em certa harmonia neste início de século XXI e tendem a existir paradoxalmente entre si até que um se sobressaia na opinião da população.
Tendo em vista a importância e a amplitude do tema, proponho a escrita de um texto dissertativo-argumentativo sobre:

A modernidade no século XXI: a continuidade da eterna mudança

As três primeiras redações postadas nos comentários serão corrigidas gratuitamente!

Leia abaixo, como texto motivador, um trecho da introdução do livro Tudo que é sólido desmancha no ar, de Marshall Berman.

O turbilhão da vida moderna tem sido alimentado por muitas fontes: grandes descobertas nas ciências físicas, com a mudança da nossa imagem do universo e do lugar que ocupamos nele; a industrialização da produção, que transforma conhecimento científico em tecnologia, cria novos ambientes humanos e destrói os antigos, acelera o próprio ritmo de vida, gera novas formas de poder corporativo e de luta de classes; descomunal explosão demográfica, que penaliza milhões de pessoas arrancadas de seu habitat ancestral, empurrando-as pelos caminhos do mundo em direção a novas vidas; rápido e muitas vezes catastrófico crescimento urbano; sistemas de comunicação de massa, dinâmicos em seu desenvolvimento, que embrulham e amarram, no mesmo pacote, os mais variados indivíduos e sociedades; Estados nacionais cada vez mais poderosos, burocraticamente estruturados e geridos, que lutam com obstinação para expandir seu poder; movimentos sociais de massa e de nações, desafiando seus governantes políticos ou econômicos, lutando por obter algum controle sobre suas vidas; enfim, dirigindo e manipulando todas as pessoas e instituições, um mercado capitalista mundial, drasticamente flutuante, em permanente expansão. No século XX, os processos sociais que dão vida a esse turbilhão, mantendo-o num perpétuo estado de vir-a-ser, vêm a chamar-se “modernização”.

Na esperança de ter algum controle sobre algo tão vasto quanto a história da modernidade, decidi dividi-la em três fases. Na primeira fase, do início do século XVI até o fim do século XVIII, as pessoas estão apenas começando a experimentar a vida moderna; mal fazem idéia do que as atingiu. Elas tateiam, desesperadamente, mas em estado de semicegueira, no encalço de um vocabulário adequado; têm pouco ou nenhum senso de um público ou comunidade moderna, dentro da qual seus julgamentos e esperanças pudessem ser compartilhados. Nossa segunda fase começa com a grande onda revolucionária de 1790. Com a Revolução Francesa e suas reverberações, ganha vida, de maneira abrupta e dramática, um grande e moderno público. Esse público partilha o sentimento de viver em uma era revolucionária, uma era que desencadeia explosivas convulsões em todos os níveis de vida pessoal, social e política. Ao mesmo tempo, o público moderno do século XIX ainda se lembra do que é viver, material e espiritualmente, em um mundo que não chega a ser moderno por inteiro. É dessa profunda dicotomia, dessa sensação de viver em dois mundos simultaneamente, que emerge e se desdobra a idéia de modernismo e modernização.



Veja também o vídeo do grande pensador contemporâneo, um dos mais prestigiados deste século XXI no meio acadêmico, Bauman!


sábado, 14 de junho de 2014

Proposta de redação sobre as DST


(Fonte: http://www.sakarolha.com/o-que-sao-dst/)


Olá a todos!

        A discussão de problemas sociais é um dos fundamentos do currículo da educação básica em nosso país. O Brasil, que ainda é um país subdesenvolvido, possui vários desses entraves para o desenvolvimento e o bem-estar de sua população. Nesse contexto, é importante que os egressos da educação básica sejam capazes de, além de discutir, propor propostas de intervenção para questões as quais necessitam de novos caminhos. Devido a isso, o debate das DST é fundamental.
Enfrentamos uma verdadeira epidemia de DST há décadas. Apesar de ser um problema grave, não tem recebido a atenção necessária por parte do governo e da sociedade. Preconceitos oriundos de visões distorcidas do problema e a falta de uma ação mais efetiva do Estado parecem ser dois dos principais pilares dessa epidemia.
Considerando os textos a seguir tem unicamente caráter motivador, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema O combate contra as DST no Brasil é uma guerra perdida? Apresente uma proposta de intervenção para o problema.

*As 5 primeiras redações postadas nos comentários serão corrigidas gratuitamente!

O controle das DST no Brasil

Nos últimos anos, principalmente após o inicio da epidemia de aids, as DST readquiriram importância como problemas de saúde pública. Entretanto, alguns fatos negativos têm sido percebidos no contexto da atenção às DST em nosso País:

● são escassos os dados epidemiológicos relativos às DST; apenas a aids e a sífilis congênita  são de notificação compulsória. Entretanto, raros são os serviços onde a notificação é  realizada de forma sistemática;

● os portadores de DST continuam sendo discriminados nos vários níveis do sistema de saúde. O atendimento é muitas vezes inadequado, resultando em segregação e exposição a situações de constrangimento. Tal se dá, por exemplo, quando os pacientes têm que expor seus problemas em locais sem privacidade ou a funcionários despreparados que, muitas vezes, demonstram seus próprios preconceitos ao emitirem juízos de valor. Essas situações ferem a confidencialidade, discriminam as pessoas com DST e contribuem para afastá-las dos serviços de saúde;

● a irregularidade na disponibilização de medicamentos específicos é mais uma das causas de  afastamento dos indivíduos com DST dos serviços de saúde. Isso ocorre por provisão  insuficiente ou pelo uso para tratamento de outras enfermidades;

● para muitas das DST, as técnicas laboratoriais existentes não apresentam a sensibilidade e/ou a especificidade satisfatórias. Pouquíssimas unidades são capazes de oferecer resultados de testes conclusivos no momento da consulta. Soma-se a isso o fato de que o sistema público  de saúde no Brasil apresenta reduzidas condições para a realização dos testes e  frequentemente os técnicos responsáveis estão desmotivados e/ou despreparados.

A consequência mais evidente dessa situação de baixa resolutividade dos serviços é a busca de atendimento em locais nos quais não seja necessário se expor, nem esperar em longas filas, ou seja: as farmácias comerciais.

As chamadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) compreendem um conjunto de infecções distintas que têm em comum o fato de serem transmitidas pelo contato sexual. Cada uma das diferentes entidades clínicas que compõe o grupo das DST apresenta sintomatologia, prognóstico e curso próprio, requerendo estratégias específicas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
Mesmo com o desenvolvimento de novos métodos diagnósticos e de tratamento, as DST continuam atingindo um grande número de pessoas, especialmente as mulheres, pelo fato de que muitas das DST não apresentam sintomas na população feminina. Além disso, as mulheres experimentam diferentes constrangimentos para o exercício da sua sexualidade, o que lhes dificulta incorporar práticas de proteção, e os serviços de atenção à saúde nem sempre estão aptos para lidar com a questão.
Embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) reiteradamente busque estimar a magnitude das DST globalmente, de modo a fornecer aos governos parâmetros realistas para o planejamento de suas ações, é difícil conhecer, de fato, a prevalência das DST no mundo e em cada país, dada a fragilidade e inadequação dos sistemas de vigilância. No entanto, são relativamente conhecidos  alguns dos impactos das DST para a saúde sexual e reprodutiva de mulheres e homens e alguns dos impactos sócio-econômicos. Menos estudadas têm sido as repercussões das DST a nível psicológico,
da subjetividade e da sexualidade.
Segundo a OMS, as DST e suas complicações representam uma das dez principais causas de procura a serviços de saúde em países em desenvolvimento, respondendo por aproximadamente 17% das perdas econômicas relacionadas ao binômio saúde / doença.
O não tratamento ou tratamento inadequado da sífilis em gestantes responde por 25% da natimortalidade e ainda por 14% dos óbitos neonatais. Estima-se que entre as mulheres que tiveram gonorréia ou infecção por clamídia não tratadas, de 10% a 40% padecerão de doença inflamatória pélvica (DIP). Mulheres que tiveram DIP têm uma probabilidade de 06 a 10 vezes maior de ter uma gravidez ectópica, agravo que, em países não desenvolvidos, contribui com mais de 15% das mortes maternas.
Existe também uma importante sinergia entre as DST e a infecção pelo HIV. Portadores do HIV que também são portadores de alguma DST, por exemplo, apresentam um aumento da carga viral nas secreções. Além disso, segundo a UNAIDS, órgão das Nações Unidas responsável pelo enfrentamento da epidemia do HIV em âmbito global, o Herpes Genital (HSV) pode ser considerado o principal co-fator pela maior proporção de novas infecções pelo HIV.
Em que pesem a magnitude e a transcendência das DST e sua importância para a saúde das mulheres e o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos, o tema das DST não tem sido incorporado na agenda política do movimento feminista e dos movimentos que lutam pela saúde das mulheres com o mesmo vigor que outros, como o aborto, a morte materna e a infecção pelo HIV, embora, como apontado anteriormente, haja uma profunda conexão entre estes agravos. Aspectos do manejo político e programático das DST, das suas dimensões simbólicas, da organização dos serviços e das práticas em saúde podem ser relacionados ao relativo silêncio que circunda as DST.

(fonte: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/14_atencaoasdstemmulheres.pdf)

domingo, 8 de junho de 2014

Proposta de redação sobre a diminuição da maioridade penal

(fonte: http://etiennearreguy.blogspot.com.br/2013/01/25-anos-da-constituicao-brasileira.html)

Olá a todos!

            Nesta postagem vamos discutir um assunto muito complexo que é debatido há décadas em nosso país: a diminuição da maioridade penal. A discussão desse tema reflete a preocupação da população com a violência, já que muitos jovens menores de 18 anos cometem crimes bárbaros e possuem uma punição diferenciada. Essa particularidade faz organizações criminosas designarem jovens para cometer diversos crimes. Contudo, a simples diminuição da maioridade penal não parece ser um fator substancialmente forte para diminuir a violência, pois vários países que diminuíram a maioridade penal não registraram uma consistente baixa nos índices de violência.
            Diante dessa complexa conjuntura, escreva um texto dissertativo-argumentativo acerca do tema A diminuição da maioridade penal trará que impactos para o sistema judiciário brasileiro?

As 3 primeiras redações postadas nos comentários serão corrigidas e comentadas gratuitamente!

Todos os países que reduziram a maioridade penal não diminuíram a violência

De que adianta? Nossa legislação já responsabiliza toda pessoa acima de 12 anos por atos ilegais. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor infrator deve merecer medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada segundo a gravidade da infração.

Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima.

O índice de reincidência em nossas prisões é de 70%. Não existe, no Brasil, política penitenciária, nem intenção do Estado de recuperar os detentos. Uma reforma prisional seria tão necessária e urgente quanto a reforma política. As delegacias funcionam como escola de ensino fundamental para o crime; os cadeiões, como ensino médio; as penitenciárias, como universidades.

O ingresso precoce de adolescentes em nosso sistema carcerário só faria aumentar o número de bandidos, pois tornaria muitos deles distantes de qualquer medida socioeducativa. Ficariam trancafiados como mortos-vivos, sujeitos à violência, inclusive sexual, das facções que reinam em nossas prisões.

Já no sistema socioeducativo, o índice de reincidência é de 20%, o que indica que 80% dos menores infratores são recuperados.

Nosso sistema prisional já não comporta mais presos. No Brasil, eles são, hoje, 500 mil, a quarta maior população carcerária do mundo. Perdemos apenas para os EUA (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).

Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, e não a causa. Ninguém nasce delinquente ou criminoso. Um jovem ingressa no crime devido à falta de escolaridade, de afeto familiar, e por pressão consumista que o convence de que só terá seu valor reconhecido socialmente se portar determinados produtos de grife.

Enfim, o menor infrator é resultado do descaso do Estado, que não garante a tantas crianças creches e educação de qualidade; áreas de esporte, arte e lazer; e a seus pais trabalho decente ou uma renda mínima para que possam subsistir com dignidade em caso de desemprego.

Segundo o PNAD, o adolescente que opta pelo ensino médio, aliado ao curso técnico, ganha em média 12,5% a mais do que aquele que fez o ensino médio comum. No entanto, ainda são raros cursos técnicos no Brasil.

Hoje, os adolescentes entre 14 e 17 anos são responsáveis por consumir 6% das bebidas vendidas em todo o território nacional. A quem caberia fiscalizar? Por que se permite que atletas e artistas de renome façam propaganda de cerveja na TV e na internet? A de cigarro está proibida, como se o tabaco fosse mais nocivo à saúde que o álcool. Alguém já viu um motorista matar um pedestre por dirigir sob o efeito do fumo?

Pesquisas indicam que o primeiro gole de bebidas alcoólicas ocorre entre os 11 e os 13 anos. E que, nos últimos anos, o número de mortes de jovens cresceu 15 vezes mais do que o observado em outras faixas etárias. De 15 a 19 anos, a mortalidade aumentou 21,4%.

Portanto, não basta reduzir a maioridade penal e instalar UPPs em áreas consideradas violentas. O traficante não espera que seu filho seja bandido, e sim doutor. Por que, junto com a polícia pacificadora, não ingressam, nas áreas dominadas por bandidos, escolas, oficinas de música, teatro, literatura e praças de esportes?

Punidos deveriam ser aqueles que utilizam menores na prática de crimes. E eles costumam ser hóspedes do Estado que, cego, permite que dentro das cadeias as facções criminosas monitorem, por celulares, todo tipo de violência contra os cidadãos.

Que tal criminalizar o poder público por conivência com o crime organizado? Bem dizia o filósofo Carlito Maia: “O problema do menor é o maior”.
(fonte: http://nelcisgomes.jusbrasil.com.br/noticias/116624331/todos-os-paises-que-reduziram-a-maioridade-penal-nao-diminuiram-a-violencia)

Tabela de argumentos sobre a diminuição da maioridade penal

Argumentos contra
Argumentos a favor
Os menores de dezoito anos não têm formação biológica suficiente para assumir a responsabilidade pela prática de crimes.

Casos concretos recentes revelaram que menores de idade cometeram atos infracionais dias antes de completar dezoito anos. Não há argumento razoável para estabelecer que, em alguns dias, a capacidade de entendimento de um indivíduo se modifique, naturalmente, do absolutamente inexistente para o absolutamente existente.
A redução não contribuiria para a diminuição da violência. Leis penais que recrudesceram o tratamento dispensado a determinados crimes não foram capazes de inibir o comportamento incriminado.
Não se trata, simplesmente, de analisar a redução da maioridade sob o ponto de vista do efeito para a redução da violência. Trata-se da aplicação de um conceito de Justiça, em que se analisa se determinado indivíduo tem condições de responder pelo seu ato criminoso.
A prisão de menores de idade em companhia de criminosos maiores, num sistema prisional assumidamente falido, contribuiria para aumentar a reincidência.
A redução da maioridade penal não significa a colocação de menores para o cumprimento de pena em companhia de adultos. É perfeitamente possível, assim como acontece na separação entre homens e mulheres e presos definitivos e provisórios, dispor a respeito da separação de acordo com a idade.
A redução da maioridade penal fomentaria a exclusão social sobre jovens que, por origem, já não dispõem de condições de vivência digna e são levados à conduta delituosa.
Não há relação direta entre a delinquência e a exclusão social, tanto que, dos considerados excluídos, ínfima parcela decide se dedicar ao crime. Além disso, a delinquência não é restrita à baixa classe social.
A pressão para a redução da maioridade penal estaria baseada em eventos isolados, pois, proporcionalmente à população adulta, os menores delinquem muito menos.

O fato de não haver delinquência generalizada entre menores não é suficiente para impedir a redução da maioridade penal. Ainda que considerado esse panorama, a verdade é que o tratamento especial dispensado aos menores não tem sido suficiente diante da gravidade de fatos que se tornam recorrentes.
A solução estaria no investimento efetivo e amplo em educação, bem como na aplicação adequada do Estatuto da Criança e do Adolescente, alterando-o, se o caso, para tratar com maior rigidez os crimes violentos.
A legislação especial aplicável aos menores é insuficiente ao prever medidas incompatíveis com a gravidade de determinados crimes.

O art. 228 da Constituição Federal, que estabelece a maioridade a partir dos dezoito anos, é cláusula pétrea.

A modificação do art. 228 da Constituição Federal não é inconstitucional. O art. 60, § 4º, da Constituição Federal estabelece que não será objeto de deliberação a proposta de emenda constitucional tendente a abolir os direitos e garantias individuais.

(fonte: http://www.portalcarreirajuridica.com.br/noticias/reducao-da-maioridade-penal)

domingo, 25 de maio de 2014

OS IMPACTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DAS NOVAS TECNOLOGIAS PARA A APRENDIZAGEM


(fonte da imagem: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/tecnologia/0037.html)

Olá a todos!

Nesta postagem trago uma proposta de redação relacionada ao cotidiano das nossas escolas. Dessa forma, vocês poderão refletir sobre uma questão atual que, além de ser discutida por diversos especialistas da área, é decisiva para os rumos da nossa educação neste século XXI.

Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: OS IMPACTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DAS NOVAS TECNOLOGIAS PARA A APRENDIZAGEM.

As 5 primeiras redações colocadas nos comentários desta postagem serão corrigidas gratuitamente.
Boa escrita!

TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS: ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS EM SALA DE AULA

A globalização é um fenômeno que possibilitou ao homem o desenvolvimento em inúmeros aspectos, dentre estes, a evolução da tecnologia, que vem auxiliando-o, por exemplo, na formação educacional. Os avanços tecnológicos que permeiam a educação vêm transformar as formas de trabalho pedagógico, ampliando o surgimento de novas competências e metodologias de ensino.
Neste contexto, é importante ressaltar que as tecnologias educacionais não substituem o professor, mas o auxiliam em suas aulas, como o caso de materiais on-line, vídeos, jogos, softwares, entre outros que promovem o compartilhamento de conhecimento e a autonomia dos alunos.
Novos tempos exigem novas atitudes e reflexões frente às tecnologias aplicadas ao ensino. Desta forma, destacam-se a necessidade de envolver o aluno na aprendizagem, estabelecendo um sentido ao conteúdo estudado, oferecendo situações práticas de ensinoaprendizagem que maximizam as oportunidades de reflexão. A incorporação de tecnologias no ensino passa pela compreensão de suas potencialidades e limitações em relação às formas de interação e construção de significados. [...]
A tecnologia na sala de aula é um dos aspectos que podem mudar a situação da educação, fazendo com que o aluno se torne mais participativo, colaborador, construa opiniões críticas e questione. Porém, a tecnologia não é a redentora da educação, ela necessita do empenho do professor de querer mudar seus métodos de aula, necessita que o educador saiba ensinar seus discentes a manipular a internet, verificar o que é confiável, indicar sites, jogos, redes sociais que façam com que o aluno veja que o conteúdo que ele está aprendendo em aula, se aplica na prática.

(FONTE: http://educere.bruc.com.br/ANAIS2013/pdf/7646_6015.pdf)

Você também pode ter acesso a uma discussão sobre o tema em: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/tecnologia/0037.html

domingo, 4 de maio de 2014

Os efeitos da automedicação



Fonte da imagem: http://www.maxcenter.com.br/news/governo-do-estado-do-rj-aprova-lei-contra-a-automedicacao/)

Olá a todos!
  
Nesta postagem, apresentarei uma proposta relacionada à saúde da população. Por ser um tema bastante atual e fazer parte da nossa cultura, tende a ser exigido nos exames de seleção, especialmente para os futuros profissionais da área de saúde.

Redija um texto dissertativo-argumentativo acerca do seguinte tema: Os efeitos da automedicação para a população brasileira. Elabore uma proposta de intervenção para o problema.

Importante: as cinco primeiras redações postadas nos comentários serão corrigidas gratuitamente.

Governo do Estado do RJ aprova lei contra a automedicação


Nesta segunda feira, dia 22 de abril, o governador do estado do Rio de Janeiro decretou em nota, publicada no Diário Oficial, uma lei instituindo campanha de conscientização e combate à automedicação. Para a campanha serão promovidas palestras de esclarecimento à população, distribuição de panfletos explicativos nas redes de escola pública e de saúde, vinculação de propaganda em rádio e televisão.

Segundo a ANVISA, a venda dos medicamentos de tarja vermelha – que precisam de prescrição médica, mas que na prática são fáceis de se comprar – é um grave problema de saúde pública.  Como as farmácias não são obrigadas a reter a receita para a venda desses medicamentos, mas cuja apresentação é obrigatória no ato da compra, muitas vezes o protocolo é esquecido e o acesso a esses remédios facilitado, eles, inclusive, são 65 % do mercado de medicamentos.

O diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria (SBGG), Rubens de Fraga Júnior, alerta ainda que o perigo para os idosos é ainda maior. Segundo Fraga Júnior os idosos estão mais suscetíveis a problemas em decorrência da automedicação. Ele conta que os idosos tomam remédios de forma indiscriminada. Por isso, muitas vezes, ficam esquecidos, têm tonteiras, sofrem quedas e a família acha que é normal para a idade. “Na realidade, esses sintomas podem ser reação adversa ao uso errado dos medicamentos, o que pode levar à morte”, afirma. Ele explica que, com a idade, o metabolismo sofre muitas alterações. Isso muda também a forma como o paciente reage ao medicamento.

O médico afirma ainda que 30% dos medicamentos vendidos hoje no Brasil são consumidos por idosos, muitas vezes de maneira inapropriada. Um dos erros mais graves cometidos por esses pacientes é de repetir a medicação sem autorização do médico.


Boa escrita!